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Índia na COP 28: estilo de vida pode ser alternativa para o planeta

Governo acredita na possibilidade de propagar um modo de vida saudável e sustentável, baseado nas tradições e nos valores de conservação e moderação dos indianos

Redação

em 6 de outubro de 2023


A Índia é hoje a quarta potência agrícola mundial e acredita em um plano geral de “Lifestyle for Environment”, (algo como ‘estilo de vida para o meio ambiente’, em português), como chave para combater as mudanças climáticas. O governo acredita que seja possível propagar um modo de vida saudável e sustentável, baseado nas tradições e nos valores de conservação e moderação dos indianos. 

O país fez a última atualização da contribuição nacionalmente determinada (NDC) junto à Organização das Nações Unidas (ONU), no âmbito do Acordo de Paris, em 2022. 

De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), a economia indiana cresceu cerca de 9,5% em 2021, impulsionada pela alta da exportação e o investimento privado nacional. O pilar central da economia indiana é a agricultura, que representa 16,8% do PIB e emprega 42,6% da população ativa. O setor de especiarias também é muito relevante. A produção de gengibre, pimenta e malagueta, em 2022, por exemplo, impulsionou investimentos e exportações. 

A agricultura é vista como a chave para a recuperação da economia depois da crise ocasionada pela pandemia de Covid-19. 

Durante o período pandêmico, a população que saiu do campo para a cidade, teve de voltar, esse movimento explica o aumento na produção e o impulso nas atividades agrícolas.

A Índia também configura como o quinto produtor mundial de bovinos e ovinos. Sim, a vaca é sagrada no país, mas isso não o inibe a sua competitividade no mercado de carnes vermelhas. Além disso, a Índia é a segunda maior produtora de peixes no planeta. Já o setor industrial emprega 25,1% da força de trabalho e representa 25,9% do PIB. 

A Índia na COP 28

Além do novo estilo de vida como alternativa para as mudanças climáticas e o bem do planeta, a Índia não tem muitas ações efetivas sobre o tema. O país é o segundo mais populoso do mundo, e por isso enfrenta uma série de problemas sociais. 

De acordo com a ONU, a estimativa é que a Índia terá 1,52 bilhão de habitantes em 2100. Nesse sentido, o país precisará produzir mais alimentos para a população. Outra alternativa é importar.

A vulnerabilidade da Índia em relação às mudanças climáticas se deve muito ao seu posicionamento geográfico. Estrategicamente, o governo criou um plano de enfrentamento, mas ainda em estágio inicial. Apesar disso, o governo se diz comprometido com a tomada de medidas para proteger o país e a população.

A economia indiana é uma das maiores do mundo, posicionando o país como importante produtor de bens de consumo, serviços e tecnologia.

E mesmo sendo um país reconhecido pela posição tecnológica, a Índia tem o carvão como principal fonte de energia. A Índia, inclusive, é o terceiro maior consumidor mundial de carvão. 

O carvão é um combustível que, quando em combustão, libera uma variedade de gases causadores de efeito estufa, incluindo dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e óxido nitroso (N2O). Além disso, ele é responsável por 40% do total global de emissões de CO2 do setor energético. Em relação às metas propostas pelo Acordo de Paris, a alternativa é investir em fontes de energia renováveis. E a Índia parece não avançar muito nesse quesito.

Medidas para o enfrentamento das mudanças climáticas

De acordo com o governo indiano, a principal preocupação é implementar políticas e programas para a conservação do ecossistema, dos recursos naturais, do bem-estar dos animais e da prevenção da poluição. Contudo, não há nenhum plano muito concreto. 

Entre as medidas previstas estão:

  • Investimentos em projetos de energia renovável
  • Melhoria da eficiência energética em todos os setores da economia
  • Implementação de sistemas de alertas para eventos climáticos extremos, voltados para auxiliar a população
  • Apoio ao desenvolvimento de sistemas de cultivo resistentes à seca e à inundação

Para saber mais sobre a participação dos principai países na COP 28, acompanhe o regularmente o Prato do Amanhã.