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Saiba mais sobre o GHG Protocol

Programa é adotado globalmente por organizações na mensuração e reporte do impacto ambiental das suas atividades.

Redação

em 28 de agosto de 2023


Para limitar o aumento da temperatura global, o Acordo de Paris estabeleceu, em 2015, uma série de compromissos a serem perseguidos pelos países participantes. Mas a avaliação da eficácia das medidas tomadas e o alcance das metas depende da definição de padrões e ferramentas, além de orientações e treinamentos. O Greenhouse Gas Protocol (GHG Protocol) foi criado com essa finalidade.

O programa estabelece um modelo padronizado globalmente, que permite a agentes públicos e privados mensurarem e reportarem o impacto ambiental das suas atividades. Com isso, ele possibilita o planejamento de ações de mitigação.

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Lançado em 1998, o GHG Protocol foi instituído a partir de uma parceria entre organizações não governamentais (ONGs), empresas e governos associados ao World Resources Institute (WRI) e ao World Business Council for Sustainable Development (WBCSD).

No Brasil, o programa foi adotado em 2008 pelo FGVces e a WRI, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), WBSCD e 27 empresas.

Entenda um pouco mais sobre o GHG Protocol.

Como nasceu o GHG Protocol?

Ele surgiu do reconhecimento do WRI e do WBCSD da necessidade de se construir um padrão internacional para contabilidade e relatórios de gases de efeito estufa (GEE) no fim dos anos 1990. Juntamente com grandes parceiros corporativos, como a BP e a General Motors, em 1998, o WRI publicou um relatório chamado “Clima seguro, negócios sólidos”. Nele foi identificada uma agenda de ação para lidar com a mudança climática, que incluía a necessidade de medição padronizada das emissões.

A primeira edição da Norma Corporativa, publicada em 2001, foi atualizada com orientações adicionais que esclarecem como as empresas podem medir as emissões de eletricidade e outras compras de energia e contabilizar as emissões de todas as suas cadeias de valor.

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Onde o GHG Protocol é utilizado?

Por conta do seu compromisso com o Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia (Global Covenant of Mayors for Climate & Energy), centenas de cidades em todo o mundo se comprometeram a usar o GHG Protocol for Cities. Ele também está sendo utilizado por diversos países para desenvolver programas nacionais de emissões de GEE.

O programa tem adesão no Brasil?

O Programa Brasileiro GHG Protocol é o principal padrão de reporte de emissões de gases de efeito estufa utilizado no país. Ele é reconhecido como uma iniciativa de responsabilidade ambiental e climática.

Ao publicar no GHG Protocol, os inventários de GEE podem ser enquadrados em três categorias: ouro, prata ou bronze. Na primeira, é preciso ter sido verificado por um organismo de verificação acreditado pelo Inmetro. Na segunda, publicar um inventário de GEE completo, incluindo todas as fontes de escopo 1 e 2. Enquanto, na terceira, é exigido um inventário parcial, que não necessariamente inclua todas as fontes dos três escopos.

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Como é formado o GHG Protocol?

O programa reúne órgãos de governança para orientar o desenvolvimento de padrões de contabilidade e relatórios. Entre eles estão grupos consultivo, de trabalho técnico, revisão e teste-piloto, além de uma secretaria. Cada um desses grupos desempenha um papel distinto no processo de tomada de decisão.