satelite dados

Satélite ajuda o agro a driblar mudanças climáticas com dados

Dados ajudam o produtor o produtor a traçar uma estratégia capaz de garantir o sucesso da colheita

Redação

em 19 de janeiro de 2024


O clima é uma das maiores preocupações dos produtores rurais, já que seus impactos podem beneficiar (ou prejudicar) a atividade. Justamente por isso, o setor sempre está atento às condições climáticas. A safra de soja e outras culturas importantes para o país, por exemplo, varia muito de acordo com questões como seca ou excesso de chuva.

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Para melhorar essa gestão, recentemente, dados foram adicionados o escopo do produtor, via imagens de satélite. Isso permite que as fazendas driblem as mudanças climáticas via dados. Ou seja, o produtor consegue traçar uma estratégia capaz de  garantir o sucesso da colheita. 

Para Ricardo Arruda, líder de Agronomia e Operações de Campo do ‘xarvio Digital Farming Solutions no Brasil’ (marca global de agricultura digital da BASF), qualquer descuido pode representar uma perda de potencial produtivo na lavoura. “As safras estão se desenvolvendo de maneira muito diferente em comparação aos anos anteriores, com os impactos das mudanças climáticas”, explicou. “Então, o monitoramento das lavouras tem que ser feito diariamente. Qualquer descuido pode representar perda. Enfrentar altas temperaturas, seca ou excesso de chuva requer um esforço maior por parte do agricultor”, completou o especialista.

Satélite e dados na lavoura

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Nesse sentido, os mapas de satélite proporcionam uma visão mais ampla e em tempo real das condições da lavoura. Trata-se de uma abordagem inovadora, que permite aos agricultores criarem estratégias diferenciadas para o campo, identificando áreas e períodos que demandam mais atenção, como altas temperaturas, ondas de calor ou excesso de chuva, por exemplo. 

Entre os dados disponibilizados pelos mapas de satélites para lavouras estão detalhes como níveis de biomassa na lavoura (utilizando o Índice de Área Foliar – IAF), capaz de avaliar a saúde vegetativa e identificar áreas com desenvolvimento pouco saudável.

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Mudanças climáticas impactam a lavoura

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Quando elevados volumes de chuva são registrados nas lavouras, há a proliferação da ferrugem asiática. O IMEA alertou, recentemente, sobre o clima seco, que também afetou o desenvolvimento agrícola. Como resultado, houve um encurtando do ciclo da soja e a redução de seu potencial produtivo.

Entre os estados do Sul do Brasil, o Paraná enfrenta mais de 40 focos de ferrugem asiática, segundo dados de 2023. No ano anterior, foram registrados apenas 10 focos. Isso aconteceu em decorrência do El Niño, que aumentou o volume de chuvas.