Foto: Reprodução/AYA Earth Partners via LinkedIn
perspectivas COP 28
Foto: Reprodução/AYA Earth Partners via LinkedIn

Marina Silva fala sobre perspectivas dos setores público e privado para a COP 28

"Se países como o Brasil fizessem a lição de casa, 80% das emissões de CO2 acabariam", declarou Marina Silva

Redação

em 30 de novembro de 2023


A convite da AYA Earth Partners – um ecossistema dedicado a aceleração da economia regenerativa e carbono zero do Brasil – a Ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Marina Silva, proferiu uma fala potente em relação às perspectivas dos setores público e privado para a COP 28. “Este é um momento para nos colocarmos à serviço de convencer os países a colocarem metas mais ousadas na agenda climática. Se países em desenvolvimento como o Brasil fizessem a lição de casa, 80% dos problemas com emissões de CO2 e desigualdade seriam resolvidos,” declarou a Ministra durante a abertura do evento.

Eleita pela Revista Time como uma das 100 lideranças climáticas mais influentes, Marina dividiu o palco em São Paulo com outras oito mulheres para discutir o tema. Entre elas, Marina Bragante, diretora executiva do Instituto AYA; Mahryan Sampaio, embaixadora da Juventude da ONU; Arapyaú Renata Piazzon, diretora geral do Instituto Arapyaú; e Viviane Romeiro, especialista em políticas climáticas. 

Segundo Marina, o Brasil apresentou uma redução de 49,5% no desmatamento, e isto ainda não é suficiente. “Minha esperança é atingir a meta de desmatamento zero até 2030”, apontou. “Esquerda, direita, centro, ricos e pobres. Todo mundo que não é negacionista entende que precisamos enfrentar os problemas das mudanças climáticas. O Brasil entende que não é possível tolerar nem mais um centésimo de aumento na temperatura global”, declarou a ministra. 

Perspectivas para a COP 28 e caminho para a COP 30

Estima-se que a participação do setor privado (brasileiro) na COP 28 seja recorde comparado às edições anteriores. Parte disso se  deve a realização da COP 30, prevista para acontecer no Brasil em 2025. “Queremos contribuir com os pavilhões brasileiros, mas devemos também levar o Brasil para os pavilhões internacionais. Essa é uma grande oportunidade para ocuparmos o espaço e preparar o terreno para a COP30”, afirmou Patricia Ellen, da AYA Earth Partners, que pontuou a importância entre a economia e o meio ambiente.

Outro momento importante da participação de Marina Silva foi a fala sobre a preocupação com os municípios vulneráveis. Ao todo são 1.038 municípios em vulnerabilidade a eventos climáticos extremos. Juntos, eles teriam cerca de 40 mil pontos vulneráveis. Segundo a ministra, sua pasta está propondo o Conselho Nacional de Segurança Climática (Consec). Além disso, um plano de prevenção para os eventos climáticos extremos.

Para Patrícia Ellen, o AYA Earth Partners foi criado para ampliar os horizontes de maneira colaborativa. “Neste ano, sabemos que temos a oportunidade de fazer diferente e levar uma agenda única para a COP28,” declarou Patricia Ellen. Por esse motivo, o AYA Earth Partners promoverá eventos próprios durante a conferência climática, reunindo o setor privado para debater o futuro da neutralidade de carbono com outras lideranças internacionais.